Lembrei de uma ocasião, hoje, em que estava na sala de espera de um hospital há mais de três horas.
[Im]paciente e indignada, vi um médico auxiliar (residente "evil") aproximar-se com uma pessoa que havia chegado há pouco tempo e comentar, perguntando-me:
"A próxima paciente seria ela (EU!), se ela (EU!!!) não se importar, eu passo você na frente."
Aquele transtorno da época, é algo que queria esquecer, ou melhor, nunca mais experimentar. Respondi que sentia-me duplamente ultrajada, por ser exposta daquela forma e que diante do tempo que já havia esperado, não cederia minha vez...
Voltando ao presente, hoje tive o desprazer de ser novamente agraciada com uma situação semelhante.
Há dias tenho pensando nos pãezinhos de queijo de um mercado que faço compras eventualmente. Não adiei mais a vontade e, depois de um dia de trabalho meti-me na fila da padaria quando, quase na minha vez em ser atendida observo uma senhora com uma garotinha se aproximarem do balcão antes de ´pegarem´a fila. Conversavam alto e de repente, o pior... a senhora começou a dizer para sua filha que estava torcendo para ninguém pedir pães de queijo, já que estavam no fim.
Novo transtorno tomou conta de mim... pensei em todos os valores, regras e demais obrigações que alguém como eu, não poderia deixar de lado.
Já na minha vez, não tive dúvidas: pedi os pães de queijo.
Antes que me achem uma monstra, pedi só a metade do que tinha disponível. O silêncio atrás de mim foi assustador. Ninguém comentou nada, e eu... bom, eu não me senti mal com isso mais do que me sinto com pessoas inconvenientes que aparecem em hospitais ou padarias juntamente com os pães nossos de cada dia.

Muito legal seu post Martinha, fiquei com vontade de comer pão de queijo. Ha, ha, ha. Beijo grande querida.
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