Hoje volto a escrever, devido a uma notícia que recebi do meu sobrinho, de um professor que se suicidou. Mil coisas vieram à cabeça, inclusive, lembrei de fatos recentes, acompanhando ou ficando sabendo de colegas que estão surtando nas escolas nos últimos dias.
Há tempos modero um fórum de professores numa rede social e é fato que o mês de outubro é um verdadeiro purgatório em nosso calendário docente. É a época onde mais ocorrências de atrito, descontrole ou desânimo são observados. Da minha parte, talvez por ser uma pessoa que já venha surtando há algum tempo, ninguém mais estranha essas atitudes, quando o assunto sou eu.
Se bem me lembro, eu também não estranhava meus próprios surtos, mas de uns tempos para cá, fico num misto de estarrecimento e dúvida. Por que já acordo com uma sensação de que algo catastrófico vai acontecer? Diante de algumas situações, fico preocupada com os que estão ao meu redor, lidando comigo diariamente. Temo mais por eles, que por mim.
22 de out. de 2010
15 de ago. de 2010
aa melhoor profeessora do fioraaa huashuas te amoo
Ah, que linda! Obrigada, sou motivada a carinho e emoção e isso encontro em vocês todos os dias!
30 de jun. de 2010
12 de jun. de 2010
Dos meus sonhos estranhos
Lembro de alguns recorrentes:
Num deles, levanto para tomar água, ou ir ao banheiro e quando tento acender a luz, ela "abre" aos poucos, demorando para ficar na penumbra. É um desespero total, porque sei que a lâmpada não está queimada, mas ela não clareia.
Outro que faz um tempinho que não volta, é de um lugar grande, como um casarão à moda antiga, onde parece estar acontecendo uma festa. O problema é que escuto as vozes, as risadas e a música, mas não consigo encontrar as pessoas. Fico andando por todos os cômodos, mas não encontro ninguém.
Num deles, levanto para tomar água, ou ir ao banheiro e quando tento acender a luz, ela "abre" aos poucos, demorando para ficar na penumbra. É um desespero total, porque sei que a lâmpada não está queimada, mas ela não clareia.
Outro que faz um tempinho que não volta, é de um lugar grande, como um casarão à moda antiga, onde parece estar acontecendo uma festa. O problema é que escuto as vozes, as risadas e a música, mas não consigo encontrar as pessoas. Fico andando por todos os cômodos, mas não encontro ninguém.
10 de jun. de 2010
Quinta: dia de House
Essa eu sei de cor: é um inferno esperar um programa e ter que esperar a porcaria que está passando antes e que nunca acaba...
9 de jun. de 2010
Terça desligada
Passei o dia inteiro esperando uma única ligação.
Taí... dessa vez não recordo dos resultados de situações como essa, de esperar uma ligação que na minha concepção, pudesse mudar algo em minha vida.
Tenho total aversão ao aparelho de Graham Bell, mas também não lembro a última vez que o esperei tão ansiosamente tocar.
Toca, telefone... Toca!!!
Taí... dessa vez não recordo dos resultados de situações como essa, de esperar uma ligação que na minha concepção, pudesse mudar algo em minha vida.
Tenho total aversão ao aparelho de Graham Bell, mas também não lembro a última vez que o esperei tão ansiosamente tocar.
Toca, telefone... Toca!!!
7 de jun. de 2010
Diploma de segunda
Por mais que tente esquecer, meu primeiro diploma universitário trouxe-me alguns momentos de tristeza.
Lembro quando apresentei-o pela primeira vez, num brado heróico e retumbante, a um supervisor de ensino. Foi um dos meus primeiros contatos com um representante da Educação paulista, ramo que queria começar a me dedicar profissionalmente. Não lembro o nome dele, mas se não me falha a memória, era um sujeito redondo e careca que, com um sorriso cor de rosa, comentou:
-"Ciências Sociais? Ih, menina, começou errado... não tinha outro curso para fazer?"
Nada que não tivesse acostumada a lidar nos trabalhos anteriores, junto à ignorantes abrutalhados e semi-analfabetos.
Falando em semi-analfabetos, também já tinha percebido que na Educação, existe um problema maior que esse. São os analfabetos políticos.
Houve uma segunda vez e nessa, estava numa escola considerada "padrão de referência". Entreguei meu diploma para ser avaliado por sua diretora, junto a outros de pessoas de todas as áreas. Entre um diploma e outro, alguns comentários realizados à cabeceira de uma mesa comprida e espelhada. Lembro como se fosse hoje do momento em que meu diploma escorregou de um lado ao outro da mesa, lançado pela diretora que comentou, durante seu trajeto:
- "Esse curso não serve para dar aula!".
Passados alguns anos, juntei mais 2 diplomas a esse, para entregar com um projeto numa escola pública que recebeu a melhor avaliação do ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio - há 2 anos atrás. Achei que por ser o mais antigo, o estigma de Socióloga não mais me depreciaria. De cara, o diploma é comentado... dessa vez, com reconhecimento, elogios e enaltações por parte de duas profissionais da Educação, ambas da área de Ciências Sociais. Não sei ainda qual o resultado da avaliação que fizeram de meus estudos e projetos nessa segunda, mas finalmente, posso lançar uma boa lembrança ao meu diploma de primeira.
Lembro quando apresentei-o pela primeira vez, num brado heróico e retumbante, a um supervisor de ensino. Foi um dos meus primeiros contatos com um representante da Educação paulista, ramo que queria começar a me dedicar profissionalmente. Não lembro o nome dele, mas se não me falha a memória, era um sujeito redondo e careca que, com um sorriso cor de rosa, comentou:
-"Ciências Sociais? Ih, menina, começou errado... não tinha outro curso para fazer?"
Nada que não tivesse acostumada a lidar nos trabalhos anteriores, junto à ignorantes abrutalhados e semi-analfabetos.
Falando em semi-analfabetos, também já tinha percebido que na Educação, existe um problema maior que esse. São os analfabetos políticos.
Houve uma segunda vez e nessa, estava numa escola considerada "padrão de referência". Entreguei meu diploma para ser avaliado por sua diretora, junto a outros de pessoas de todas as áreas. Entre um diploma e outro, alguns comentários realizados à cabeceira de uma mesa comprida e espelhada. Lembro como se fosse hoje do momento em que meu diploma escorregou de um lado ao outro da mesa, lançado pela diretora que comentou, durante seu trajeto:
- "Esse curso não serve para dar aula!".
Passados alguns anos, juntei mais 2 diplomas a esse, para entregar com um projeto numa escola pública que recebeu a melhor avaliação do ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio - há 2 anos atrás. Achei que por ser o mais antigo, o estigma de Socióloga não mais me depreciaria. De cara, o diploma é comentado... dessa vez, com reconhecimento, elogios e enaltações por parte de duas profissionais da Educação, ambas da área de Ciências Sociais. Não sei ainda qual o resultado da avaliação que fizeram de meus estudos e projetos nessa segunda, mas finalmente, posso lançar uma boa lembrança ao meu diploma de primeira.
6 de jun. de 2010
Um TOC dominical
Tenho uma teoria para o TOC. Ele deriva de situações e pessoas repetitivas e enfadonhas.
Se não me falha a memória, desenvolvi o TOC ainda criança, a partir das missas dos domingos. Eu já havia decorado toda a fala do padre, podia seguir todas suas instruções de olhos, boca e ouvidos fechados. Era tudo minimamente cronometrado. Nada saìa da rotina ou mesmo, mudava.
A partir disso, comecei a desenvolver atividades paralelas. Contava os genuflexórios, as janelas, os quadros, os santos, as lajotas e com o aprimoramento, os detalhes das decorações como das lâmpadas nos lustres e dos desenhos nas pinturas.
Se não me falha a memória, desenvolvi o TOC ainda criança, a partir das missas dos domingos. Eu já havia decorado toda a fala do padre, podia seguir todas suas instruções de olhos, boca e ouvidos fechados. Era tudo minimamente cronometrado. Nada saìa da rotina ou mesmo, mudava.
A partir disso, comecei a desenvolver atividades paralelas. Contava os genuflexórios, as janelas, os quadros, os santos, as lajotas e com o aprimoramento, os detalhes das decorações como das lâmpadas nos lustres e dos desenhos nas pinturas.
5 de jun. de 2010
Independência nos sábados
Se bem me lembro, meus sábados começaram a ser livres quando fiz uma mistura etílica, jurando sair de casa nem que fosse para outro plano de vida. Não tenho mais a receita, mas deu certo. Meu primeiro sábado independente foi num hospital, aos 15 ou 16, tomando glicose.
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