15 de nov. de 2014
De mulher pra mulher...
De mulher pra mulher...
A vida é um dilema. Isso já virou um lema para mim, até mesmo nas situações onde a maioria considera que deveria ser o contrário. Sim, porque fazer compras é a atividade mais importante e prazerosa nesse sistema, não? Não para mim. É muito difícil encontrar disposição para essa prática, mesmo quando há necessidade de entrar numa loja de departamentos, por exemplo. Uma vez lá dentro, é dada a largada para uma série de situações que me desagradam e desorientam. Ah, essa mania de querer decodificar as coisas ainda vai me deixar maluca... Falando nisso, o que significa aquilo que a moça fala no microfone repetidamente? “Atenção equipe tal, parabéns, vocês estão quase lá!” Com quem/do que/por que ela está falando isso? Não dá para se concentrar numa compra feliz com tantas dúvidas, isso chega a ser desumano...
No fim das contas acabo escolhendo umas peças de roupas, mas na hora de prová-las a tortura continua. Meu condicionamento me diz que o ato de trocar de roupas é para boas ocasiões, mas num provador, não é isso o que acontece. Entre conseguir pendurar o que se vai experimentar sem derrubar nada, lidar com a triste realidade de que aquela peça aparentemente adequada ficou horrível em você e ainda perder o equilíbrio lá dentro, quase derrubando a porta ou caindo para fora da cortina daquele cubículo, fazendo barulho e chamando a atenção de todo mundo, me faz querer sumir dele. Fora o fato de se obrigar a levar algo, só para não ficar pior. Feito isso, o objetivo passa a ser cair logo fora e esquecer aquela situação. Mas a tortura continua...
Alguém mais já caiu no conto do “cartão da loja”? A moça do caixa sorri e te faz a fatídica proposta de adquiri-lo, sendo necessário para isso não mais que “cinco minutinhos” ali dentro. Depois de quase uma hora esperando pelo cartão irrecusável, começam as perguntas: “Estado civil? União estável? Hummm... não tem essa opção, vou colocar ‘outros’, tudo bem? Filhos? Nenhum!? (e fica te olhando com compaixão). Documento recente com foto? (não tenho documento recente com foto...). Pode ser sua CNH... Não tem?!?"
E é nesse momento que desisto de responder qualquer outra pergunta, antes de ouvir alguém me chamando de ET e pedir para que eu volte a minha nave...
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