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28 de jun. de 2011

Dividindo o pão.

Lembrei de uma ocasião, hoje, em que estava na sala de espera de um hospital há mais de três horas.

[Im]paciente e indignada, vi um médico auxiliar (residente "evil") aproximar-se com uma pessoa que havia chegado há pouco tempo e comentar, perguntando-me:

"A próxima paciente seria ela (EU!), se ela (EU!!!) não se importar, eu passo você na frente."

Aquele transtorno da época, é algo que queria esquecer, ou melhor, nunca mais experimentar. Respondi que sentia-me duplamente ultrajada, por ser exposta daquela forma e que diante do tempo que já havia esperado, não cederia minha vez...

Voltando ao presente, hoje tive o desprazer de ser novamente agraciada com uma situação semelhante.

Há dias tenho pensando nos pãezinhos de queijo de um mercado que faço compras eventualmente. Não adiei mais a vontade e, depois de um dia de trabalho meti-me na fila da padaria quando, quase na minha vez em ser atendida observo uma senhora com uma garotinha se aproximarem do balcão antes de ´pegarem´a fila. Conversavam alto e de repente, o pior... a senhora começou a dizer para sua filha que estava torcendo para ninguém pedir pães de queijo, já que estavam no fim.

Novo transtorno tomou conta de mim... pensei em todos os valores, regras e demais obrigações que alguém como eu, não poderia deixar de lado.

Já na minha vez, não tive dúvidas: pedi os pães de queijo.

Antes que me achem uma monstra, pedi só a metade do que tinha disponível. O silêncio atrás de mim foi assustador. Ninguém comentou nada, e eu... bom, eu não me senti mal com isso mais do que me sinto com pessoas inconvenientes que aparecem em hospitais ou padarias juntamente com os pães nossos de cada dia.